28/10/2008

Kishimojin - Mãe das crianças-demônio


Kishimojin, também conhecida como Hariti, é um demônio feminino que viva em Rajagriha, na Índia.
Apesar de bela, Kishimojin era muito cruel e raptava crianças de outras pessoas para matá-las e assim alimentar seus quinhentos filhos.
Para conter o desaparecimento das crianças do reino, o governante ordenou aos soldados que patrulhassem as ruas e que as crianças permanecessem em seus lares. Mas, alheias ao perigo que corriam, algumas delas saíram de casa e nunca mais foram vistas.
Kishimojin sentia enorme prazer vendo a aflição daquelas pessoas.
Certa noite, alguns moradores e o próprio rei tiveram um estranho sonho: uma divindade revelou-lhes que Kishimojin era a causadora de seu tormento e que deviam procurar a ajuda do Buda Sakyamuni.
Ao saber do problema, Sakyamuni prometeu ajudá-los.
No dia seguinte, o Buda foi à casa de kishimojin, mas ela não estava lá. Viu então seus filhos brincando alegremente e escondeu o caçula, Binkara, sob suas vestes e partiu.
Quando Kishimojin retornou para casa e percebeu que Binkara havia desaparecido, procurou-o por todos os cantos do mundo durante sete dias, mas sem obter sucesso. Desesperada, foi falar com Sakyamuni.
-Que tristeza! A propósito, quantos filhos você tem? – perguntou-lhe o Buda.
-Quinhentos, Lorde Buda – respondeu Kishimojin.
-Já que tem tantas crianças, não deve ficar triste por ter perdido somente uma, não é mesmo? – disse-lhe o Buda.
-Oh! Não é verdade! Não importa quantos filhos eu tenha, amo cada um deles igualmente. Se o meu caçula não retornar, não suportarei a dor. Por favor, ajude-me, Lorde Buda! – implorou Kishimojin.

O sorriso desfez-se do rosto de Sakyamuni. Em seguida ele a repreendeu rigorosamente:
-Se conhece tão bem essa tristeza, porque rouba as crianças dos outros? Você é capaz de imaginar o sofrimento deles?
-Eu errei Lorde Buda, e nunca mais farei isso novamente! – disse Kishimojin, arrependida.
Percebendo sua sinceridade, o Buda devolveu-lhe Binkara e o reino encontrou a paz.
De acordo com um Sutra, Kishimojin era reverenciada como uma deusa da fecundidade e que concede um parto fácil. Posteriormente, a crença nessa deusa se propagou pelo Japão. No 26º capítulo do Sutra de Lótus, Dharani, ela e suas dez filhas juram diante do Buda proteger os devotos do Sutra de Lótus

Nitiren Daishonin inscreveu o nome de Kishimojin no Gohonzon como uma das funções protetoras do Universo. Daishonin a cita em diversas de suas escrituras, pois ela representa a natureza demoníaca inerente em todos os seres humanos, levando-os a sacrificarem os outros em detrimento dos próprios interesses. Entretanto, devotando-se à Lei de Nam-myoho-rengue-kyo pode-se mudar até mesmo o aspecto perverso da vida para algo positivo, possibilitando assim, a obtenção da verdadeira felicidade.

(história embasada nas Escrituras de Nitiren Daishonin, vol.06, pg. 80 a 81)

4 comments:

luana vignon said...

"Nam-myoho-rengue-kyo" não é aquele mantra entoado no sheisho no ye? (nem sei se é assim q escreve)

Alberta Ames said...

eu por eu não sei

victor said...

Não. Nam myoho rengue kyo é um mantra budista. Seicho no ye nao sao budistas mas difundem valores orientais e ocidentais.

Anonymous said...

o mantra budista é o mais completo, pq reune a força do universo.