03/08/2012

De quando eu ainda fingia que escrevia... ou, da série poemas esquecidos na gaveta:




Paulistanias

I
Atravessei São Paulo a pé por você.
Do Braz à Vila Madalena, entreguei meu coração de bandeja,
mas na Consolação, nem um cigarro me ofereceu
e aquela lasca de amor, ficou latejando na manhã seguinte,
abandonada na entrada do metrô.


II
Naquele táxi depois da meia noite, lábios boca alma, ousei
De partida, em seus braços franco-brasileiros, mais brasileiros do que francos,
Imaginei passar uma vida.
E parti, para só te reencontrar transtornada com o passar dos anos,
Numa madrugada fria acompanhada da Augusta, aquela velha vadia.

No comments: